A Assembléia Legislativa do Paraná gastou cerca de R$ 4 milhões com as verbas de assistência social e de ressarcimento em 96, o equivalente a R$ 72 mil por deputado. É o que consta nos relatórios de prestação de contas aprovados em primeira discussão e ‘a toque de caixa’, ontem, pelos próprios deputados.
Os valores não são precisos porque a Assembléia ainda os mantém em sigilo. A Folha teve acesso a apenas um dos documentos, o que trata da verba de assistência, que por lei tem de ser repassada para entidades sociais. O total à disposição foi de R$ 2.007.488,00. Cada deputado teve o direito a retirar R$ 36.240,00, parcelados em 12 vezes.
As verbas de ressarcimento, que servem para pagar as despesas com gabinetes - mesmo sem os números oficiais - tiveram um custo aproximado das de assistência social. A diferença entre as duas, atualmente, não é significativa. A de ressarcimento equivale a R$ 3.150,00 por deputado ao mês, enquanto a de assistência, R$ 2.950,00.
O presidente da Comissão de Tomada de Contas, responsável pela análise das prestações dos deputados, é o deputado Duílio Genari (PPB). Segundo ele, todos os parlamentares entregaram os documentos exigidos. ‘‘As comprovações foram satisfatórias’’, afirmou Genari, garantindo que vai tornar público os dois relatórios hoje.
A prestação de contas das verbas de assistência registra um saldo de R$ 1.411,80, que não foi gasto pelos deputados. Apenas o deputado Florisvaldo ‘‘Rosinha’’ Fier (PT) não recebeu no ano passado as verbas, por decisão do partido. Com isto, a comissão pôde contabilizar uma ‘economia indireta’ de R$ 36 mil. (L.D.)

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