Curitiba - Terminou ontem o prazo estipulado pelo Ministério Público Estadual (MPE) para que a direção da Assembléia Legislativa tomasse providências em relação aos casos de nepotismo existentes na Casa. O presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), em uma manobra para ganhar tempo, informou ao MPE que ainda vai analisar as informações repassadas pelos parlamentares antes de decidir o que será feito com os parentes empregados por deputados.
Segundo recomendação entregue pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público do MPE em abril, a direção da Assembléia teria até ontem para enviar uma relação com os nomes dos parentes de deputados que trabalham na Casa e que medidas seriam tomadas. Justus afirmara que cada parlamentar responderia individualmente ao questionamento.
Ontem, segundo a assessoria de imprensa do MPE, Justus entrou em contato com a chefia do órgão para informar que o departamento jurídico da Assembléia vai enviar ofício à promotoria, ''solicitando que o órgão encaminhe o resultado das respostas que os deputados enviaram individualmente à Promotoria, dando conta da existência ou não de parentes com cargo em comissão''. Somente depois de receber a resposta é que Justus vai ''analisar as informações e tomar as providências pertinentes''.
Por não ter atendido a recomendação semelhante proposta pelo MPE, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) responde a ação civil pública na Justiça. No fim do mês passado, o TCE foi obrigado a demitir três parentes de conselheiros que ocupam cargos em comissão. Ontem, o TCE informou que Felipe Baptista, irmão do presidente do órgão, Nestor Baptista, não trabalha no tribunal desde o ano passado.

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