Assembléia elege nova Mesa Executiva
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terça-feira, 02 de dezembro de 2008
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os deputados estaduais elegeram ontem os membros da Mesa Executiva da Assembléia Legislativa para os próximos dois anos. Como já era previsto, foi eleita a única chapa inscrita, encabeçada pelo atual presidente Nelson Justus (DEM). A votação teve o voto contrário de Tadeu Veneri (PT). Reni Pereira (PSB) e Stephanes Júnior (PMDB) não compareçaram à votação, os outros 51 deputados votaram favoráveis.
Na composição da Mesa eleita permaneceram respectivamente como primeiro, segundo e terceiro vice-presidentes os deputados Antônio Anibelli (PMDB), Augustinho Zucchi (PDT) e Felipe Lucas (PPS). A primeira secretaria, responsável por questões como recursos humanos e pagamento de despesas, será ocupada por mais dois anos por Alexandre Cury (PMDB). Na segunda secretaria, Luciana Rafagnin (PT) dá lugar a Valdir Rossoni (PSDB). Com o cargo, o ex-líder da oposição deverá ser responsável pelo gerenciamento de alguns setores da Casa, como o departamento de compras, por exemplo.
Rossoni negou que a nova colocação possa influenciar em sua posição contrária ao governo do Estado e diz que entende sua eleição como um fator de fortalecimento para a oposição. Ele diz ainda que deverá atuar como ''vice-líder'' da bancada e que não retornou à liderança da oposição, que deixou durante o período eleitoral, porque ''estava difícil conciliar a liderança com a presidência do PSDB''.
Completando a Mesa Executiva, Elton Welter (PT) passa a ocupar a 3 secretaria. Ele ficará responsável pelo Centro de Operações Legislativas (Copelegis), que deverá ser mais atuante a partir do próximo ano, de acordo com Justus. Cida Borghetti (PP), que assume por mais dois anos a 4 secretaria, será responsável pelo início da atuação da Escola do Legislativo, prevista para 2009. A 5 secretaria ficou a cargo de Edson Prackzyk (PRB).
Durante seu pronunciamento, pouco antes da votação, Justus destacou alguns avanços de sua gestão como a instalação da TV Sinal e do painel eletrônico. O deputado admitiu, no entanto, que outras mudanças são necessárias. Entre os projetos que ele se comprometeu a concluir estão as alterações no regimento interno e a ampliação da atuação do Copelegis. Justus garantiu também que deve ampliar os mecanismos de transparência com a divulgação dos nomes dos funcionários da Casa e dos gastos dos deputados. Segundo o presidente, apenas ''questões técnicas de informatização'' impediram que a divulgação destes dados já tenha iniciado.
Exatamente a questão da transparência e a falta de projetos da candidatura foram os fatores alegados por Veneri para seu voto contrário. ''Temos que ter pelo menos uma sinalização de quando vamos fazer a divulgação dos nomes dos funcionários e de gastos dos deputados. A população tem esse direito'', afirmou. A ausência de um programa para a nova gestão também foi questionada pelo deputado. ''Eu sempre votei em cima do programa. Neste caso não houve debate programático, então eu votei não.''


