Assembléia e governo do Estado também articulam sessões extras
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sábado, 05 de julho de 1997
Curitiba 
A convocação extraordinária durante o recesso de julho não deve ser uma exclusividade do Congresso Nacional. A Assembléia Legislativa do Paraná aguarda para meados deste mês um chamado do Palácio Iguaçu para apreciar em algumas sessões extras projetos de interesse do governo.
Os deputados se deslocaram para suas bases eleitorais, mas ficaram de antenas ligadas. Eles aguardam o retorno de viagem do presidente da Assembléia, Aníbal Khury - à Espanha, Líbano e Inglaterra - para confirmar a convocação, que estaria sendo preparada pelo governo Lerner com o aval do Legislativo.
O governo já teria pelo menos um item para justificar o chamado. É o que trata do pedido de R$ 153 milhões, feito pelo governo do Estado e avaliado pela oposição como socorro financeiro para rolagem de dívida externa.
A mensagem foi aprovada em primeira discussão no último dia antes do recesso e precisa da apreciação da Assembléia para virar lei.
Assim como os federais e senadores, os deputados estaduais também saem da possível convocação extraordinária com seus salários mais gordos.
Cada parlamentar garante um salário adicional de R$ 6 mil pela tarefa.
A convocação totaliza um desembolso extra de caixa de R$ 324 mil, levando-se em conta o pagamento de 54 deputados. A ajuda de custo é paga em duas vezes, como no Congresso. A primeira metade, no início do período e a outra no final. (L.D)


