Rio de Janeiro - A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro confirmou para hoje a votação do relatório da CPI da Loterj (Loterias do Rio) após as denúncias de tentativa de extorsão para modificar o texto do parecer da comissão. Reportagem da revista ''Veja'' desta semana afirma que o deputado federal André Luiz (PMDB-RJ) pediu R$ 4 milhões a Carlos Cachoeira para livrá-lo do pedido de prisão a ser votado na CPI da Loterj. O relatório da CPI foi publicado no ''Diário Oficial'' do Legislativo em 1º de setembro.
O presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), convocou sessão extraordinária para esta terça-feira para votar o relatório da CPI da Loterj, que investigou a gestão de Waldomiro Diniz ex-assessor da Casa Civil - na presidência da autarquia.
De acordo com a reportagem, haveria um esquema de corrupção capitaneado pelo deputado federal André Luiz, do PMDB do Rio de Janeiro. Ele teria negociado com representantes de Cachoeira um parecer favorável por R$ 4 milhões. André Luiz nega a tentativa de extorção.
Picciani anunciou ontem o encaminhamento de um ofício para o procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, para investigação. Em entrevista, ele destacou a relevância da CPI, que contou com representantes de todos os partidos, sem obedecer a critério de proporcionalidade. Segundo ele, a publicação do relatório em 1º de setembro mostra a transparência da CPI.
O deputado André Correa (PPS) afirmou que a bancada do partido vai entrar com uma ação criminal contra o deputado André Luiz. O tom foi praticamente unânime. Para os deputados, se comprovada a existência de um esquema de compra do resultado da investigação, ele teria partido apenas do deputado federal do PMDB.
O presidente da CPI, deputado Alessandro Calazans (PV), admitiu ter comparecido a dois churrascos na casa de André Luiz em Brasília, mas negou ter tido qualquer participação no suposto esquema de compra de votos dos membros da CPI. ''Não tem nada na minha boca autorizando ele a falar nada (nas fitas).''
O deputado mostrou indignação com as acusações e afirmou que ''se não fosse a Assembléia do Rio, o caso Waldomiro Diniz estaria morto e Carlos Cachoeira estaria rindo''. Segundo ele, desde julho a CPI já começou a produzir frutos quando o contrato firmado entre Carlos Cachoeira e Waldomiro Diniz, de valor superior a R$ 170 milhões, foi interrompido. ''Quem quer extorquir alguém não seca a fonte'', disse.
Ong assume erro - A Comissão de Minas e Energia da Câmara admitiu ontem um erro operacional na elaboração dos convites ao evento em São Paulo e, diante disso, decidiu retirar o apoio institucional que daria ao fórum. Apesar disso, disse que o evento, que tratará de ações sociais desenvolvidas por empresas de energia, é importante e que os deputados da comissão manterão a participação nos fóruns. Em carta enviada à Presidência e à Corregedoria da Casa, a comissão diz que um erro da ONG (Organização Não-Governamental) que promove o evento levou o pedido de patrocínio ser feito em carta timbrada da Câmara, com a assinatura de cinco deputados.
A ONG Instituto Mãos à Obra Brasil assumiu o erro, afirmando que deveria ter feito o pedido de patrocínio sem envolver a Câmara. A ONG disse que promove congressos de grande envergadura, sempre com temas relacionados à área social.

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