A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro inicia na segunda-feira os processos para cassar os mandatos dos deputados Aluízio de Castro (PPB) e José Amorim (PPB), acusados de tentar comprar votos de quatro parlamentares da casa. Na terça-feira, o plenário criará uma CPI para investigar. O deputado Henry Charles (PMDB), que presidirá a CPI, pedirá a quebra do sigilo telefônico e bancário dos suspeitos, entre eles o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Alencar, filho do governador Marcello Alencar (PSDB).
As duas comissões funcionarão mesmo no recesso, que começa no dia 15. O presidente da CCJ, Paulo Melo (PSDB), afirmou que o processo levará 20 dias antes de ir para o plenário. A CPI acabará antes do fim de janeiro. O presidente da Assembléia, Sérgio Cabral Filho (PSDB), mandou ao Ministério Público as fitas com as conversas em que as ofertas de suborno foram feitas e pediu a abertura de inquéritos civil e criminal. Segundo as denúncias, os votos contra um projeto que impede a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) custariam até US$ 70 mil.
‘‘É mais um reforço para que a investigação seja mais célere, mais objetiva’’, disse Cabral Filho, justificando o pedido ao Ministério Público Federal. Ele afirmou que convocará a Casa no recesso para votar o parecer da CCJ sobre a cassação dos dois parlamentares, que não se reelegeram. Se forem cassados, perderão os direitos políticos por oito anos.
Nas conversas gravadas por um dos deputados, os interlocutores discutem valores que vão de R$ 50 mil a R$ 100 mil para cada voto dado no plenário da Assembléia contra a privatização da Cedae.

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