Os servidores municipais de Londrina se reúnem hoje em assembléia geral para discutir a proposta de indicativo de greve. O evento está marcado para as 19 horas no Hotel Sumatra (Centro) e vai apresentar os resultados de uma consulta feita desde o início do mês com 4,2 mil funcionários da Prefeitura. No centro da pauta de reivindicações está a reposição de perdas salariais de 27%.
Por meio de cédulas aplicadas em diferentes pontos da administração, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) perguntou se a categoria aceitaria ou não a adesão à greve geral. A última paralisação - uma das maiores da história da Prefeitura - aconteceu no início do ano passado, quando os servidores paralisaram os trabalhos por 31 dias.
Conforme os números apresentados pelo sindicalista, de um modo geral eles apontaram para a greve geral, com adesão mais efetiva na Saúde e na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Na Educação, uma opção diferenciada venceu a votação: a ''operação tartaruga'', que estipula carga horária de apenas 2,5 horas de aula diárias.
Apesar da ameaça de outro movimento grevista, a administração do prefeito Nedson Micheleti (PT) tem sido enfática que, este ano, não efetuará reposição salarial ao funcionalismo. A justificativa das secretarias municipais de Fazenda e de Gestão Pública - reforçada ontem pela assessoria de imprensa do prefeito - é que o caixa municipal não comporta novo incremento com pessoal, uma vez que está com 57% da receita comprometida com folha de pagamento. O teto permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 54%.

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