Curitiba - A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná economizou mais de R$ 18 mil em salários de parlamentares no mês de março. Isso porque 17 deles sofreram desconto na folha de pagamento por terem faltado a sessões plenárias sem justificar devidamente a ausência. A medida, embora ainda não esteja regulamentada no Regimento Interno da Casa de Leis, foi acordada entre os líderes partidários, mas mesmo assim gerou polêmica.
Ao todo, 27 faltas ficaram sem justificativa no controle de presenças em sessões ordinárias. Cada ausência, segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, significou um desconto de R$ 668, ou o equivalente a 1/30 do salário do parlamentar, pouco mais de R$ 20 mil.
O campeão de faltas durante o mês foi o deputado Mauro Moraes (PSDB). Ele não justificou a ausência em quatro das 11 sessões deliberativas realizadas em março. Moraes conta que teve um desconto de R$ 2.672 no salário, mas garante que não foi merecido.
''Eu já discuti com o presidente sobre essa situação. Ele que me chamou para uma conversa porque sabe que eu nunca falto. Duas ausências foram quando estávamos em audiência pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Massa Falida. E as outras duas foi porque eu saí bem na hora para dar uma entrevista'', explica.
Ele pediu ao presidente, Valdir Rossoni (PSDB), que flexibilize a exigência de registro da presença apenas durante votação do primeiro projeto da Ordem do Dia. A reivindicação deve ser levada para uma nova reunião entre os líderes na próxima terça-feira. Moraes pretende fazer um requerimento por escrito à Diretoria Geral para que o valor descontado do salário dele seja ressarcido. Ele também pediu que sejam verificados todos os equipamentos de registro de presença que, segundo o tucano, às vezes falham no momento da verificação.
Luiz Eduardo Cheida (PMDB) teve três faltas descontadas. Nelson Garcia (PSDB), Nelson Justus (DEM), Osmar Bertoldi (DEM), Jonas Guimarães (PMDB) e André Bueno (PDT) deixaram de justificar duas ausências. Ademar Traiano (PSDB), Ademir Bier (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Cleiton Kielse (PMDB), Evandro Júnior (PSDB), Fábio Camargo (PTB), Marcelo Rangel (PPS), Nelson Luersen (PDT), Péricles de Mello (PT) e Teruo Kato (PT) perderam R$ 668 por terem faltado uma vez sem apresentar justificativa.
Na terça-feira também será acordado quais os argumentos para a ausência que serão aceitos pela Mesa Diretora da Assembleia. Segundo o presidente, Rossoni, haverá uma regulamentação para que as faltas por motivo de saúde, de missão oficial ou por estarem representando a Casa de Leis sejam automaticamente abonadas. A principal polêmica deve acontecer em torno das situações em que os deputados acompanham autoridades, como o governador do Estado. Na opinião do presidente, o Legislativo já limitou as sessões deliberativas apenas para as segundas, terças e quartas-feiras justamente para que esses compromissos fossem agendados para os outros dias da semana.

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