Assembléia defende Zanusso para TC
Leandro Donatti
De Curitiba
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia, deputado Basílio Zanusso (PFL), deve ser o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, no lugar de João Cândido da Cunha Pereira, que se aposenta no próximo dia 15. As articulações em torno do nome de Zanusso estão bastante avançadas e têm o respaldo da cúpula do Legislativo. No próximo dia 25, a mesa da Assembléia abre o prazo para inscrições. Zanusso já manifestou interesse pela vaga, que cabe desta vez ao Poder Legislativo.
A tese de colocar um deputado no lugar de João Cândido começou a tomar corpo no dia 18 de outubro, quando Luiz Carlos Zuk (PDT) usou a tribuna da Assembléia para defender a autonomia do Legislativo para a vaga. O discurso de Zuk despertou o interesse não apenas de Zanusso. Mas de Edno Guimarães (PSL), Cesar Seleme (PPB) e do líder do PMDB Orlando Pessuti, que, nos bastidores, costuram apoios. Os nomes dos três, no entanto, não têm condições de obter consenso. Se os votos forem mantidos até o dia da escolha (sem data definida), Zanusso inviabiliza o projeto do secretário dos Transportes, Heinz Herwig, que durante meses figurou como o favorito para a vaga.
Outros secretários como José Cid Campêlo Filho (Governo); Gerson Guelmann (Chefia de Gabinete do Governador); e Giovani Gionédis (Fazenda) também ficam com suas expectativas frustradas por terem sido apontados como candidatos em potencial. Nenhum rompeu a barreira das especulações. O governador Jaime Lerner (PFL) está propenso a ficar de fora das discussões. A vaga é do Legislativo e Lerner não estaria disposto a interferir de novo no processo, como foi quando da indicação de Henrique Naigeboren.
Lerner só emplacou o cunhado porque fez acordo político com os deputados, trazendo-lhe desgaste político na época. Além de colocar um parente na função, o governador interferiu num processo eminentemente legislativo. Cabia à Assembléia a escolha do nome. Diz a Constituição que as vagas do TC devem ser rateadas entre os poderes Legislativo e Executivo.
O acordo de Lerner com os deputados para eleger o cunhado é o argumento-chave da Assembléia para, desta vez, eleger um deputado. Hoje, no TC, existem três conselheiros que já foram deputados estaduais: Artagão de Mattos Leão, Quiélse Crisóstomo e Nestor Baptista. Os dois primeiros indicados pelo Legislativo. Nestor Baptista, pelo Executivo. O Basílio (Zanusso) é um homem reconhecidamente sério, classificou o presidente da Assembléia, Nelson Justus (PTB). Seria uma coroação da minha carreira. Tenho experiência e probidade administrativa, se auto-qualifica Basílio Zanusso.





