São Paulo - A Assembleia Legislativa de São Paulo deve instaurar um Conselho de Ética para apurar a acusação de que deputados estaduais enriqueceram vendendo emendas parlamentares e fazendo lobby para empresas.
A decisão deve ser anunciada após reunião do conselho de líderes dos partidos na Casa, marcada para as 16 horas. Para que seja instaurado, o Conselho de Ética precisa ser requerido por um deputado, mas a avaliação, neste caso, é que o pedido deve partir de um colegiado.
Na sexta-feira, o deputado Enio Tatto, líder da bancada petista na Assembleia Legislativa, conversou com o presidente da Casa, Barros Munhoz (PSDB), pedindo a apuração dos fatos. Para começar a funcionar, o conselho - que deve contar entre sete e nove membros - precisa que partidos indiquem seus representantes, além do presidente e do relator.
A acusação foi feita pelo deputado estadual Roque Barbiere (PTB) em depoimento dado ao jornal ''Folha da Região'', de Araçatuba, no dia 10 de agosto. Barbiere afirmou que de ''25% a 30%'' dos 94 deputados estaduais ganharam dinheiro vendendo emendas. ''Tem bastante fazendo isso. Não é a maioria. Mas tem um belo de um grupo que vive, sobrevive e enriquece fazendo isso'', disse o deputado.

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