São Paulo A direção nacional da Assembléia de Deus, maior igreja evangélica do país com cerca de 18 milhões de fiéis, declarou ontem apoio integral ao candidato José Serra (PSDB) à Presidência da República. No primeiro turno, a igreja apoiou o candidato Anthony Garotinho (PSB), que hoje está na campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reunião que definiu a posição definitiva da Assembléia de Deus foi realizada na capital paulista e durou mais de 12 horas. A demora para escolha do candidato que seria apoiado ocorreu porque a igreja estava dividida. Parte dela queria ficar com Lula no segundo turno e outra, com Serra. Mas acabou vencendo a ala tucana da Assembléia de Deus.
O processo de discussão do apoio político da Assembléia de Deus para o segundo turno passou por três fases. Na primeira, ocorrida na sexta-feira, houve uma reunião entre os membros da mesa diretora da igreja. Na segunda-feira, a comissão política da Assembléia de Deus se reuniu para discutir o mesmo assunto.
Ontem, a comissão política dedicou o dia a ouvir o posicionamento dos parlamentares eleitos da Assembléia de Deus sobre o apoio para o segundo turno. Com a decisão, toda a Assembléia de Deus trabalhará no segundo turno em favor da candidatura de Serra.
A igreja é dividida em dois grandes ministérios: Missões e Madureira. O Ministério Madureira, que representa 30% da religião, já havia declarado apoio a Serra na semana passada, em Brasília. Fundada em 1911, a Assembléia de Deus tem cerca de 200 mil templos e 25 mil pastores. Estima-se que hoje no Brasil existam entre 25 milhões a 30 milhões de evangélicos.

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