A Assembléia Legislativa vai criar uma ‘‘comissão de alto nível’’ para discutir a reforma da Constituição Estadual, informou ontem, em Curitiba, o presidente do Legislativo, Nelson Justus (PTB). ‘‘A reforma da Constituição do Paraná é uma questão essencial para o Estado e todos têm o direito de opinar’’, justificou Justus, na volta dos deputados aos trabalhos na Assembléia, depois de mais de uma semana sem sessões.
De acordo com o Justus, entidades como a seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), e os conselhos regionais de Engenharia e Arquitetura (Crea), dos corretores imobiliários (Creci) e de medicina (CRM), já manifestaram oficialmente seu interesse em participar da revisão constitucional. ‘‘É uma forma bem democrática de trabalho e deveremos começar a nos reunir imediatamente depois das eleições’’, prevê.
Justus disse que a unificação das polícias civil e militar, o sistema de financiamento das faculdades estaduais, a cobrança das taxas judiciais e a atuação do Tribunal de Contas, são os assuntos que deverão atrair mais atenção dos parlamentares. ‘‘Alguns deputados já receberam um estudo da OAB sobre a cobrança das taxas’’, revelou.
Antes, porém, é preciso que os deputados aprovem as normas regimentais para começar a revisão constitucional. O deputado Caíto Quintana (PMDB), que está coordenando a elaboração do regimento, informou ontem que o documento deve estar pronto até o dia 20.

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