Assembléia continua o boicote contra governo
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segunda-feira, 26 de maio de 1997
De Curitiba 
Para surpresa do Palácio Iguaçu, os deputados que dão sustentação ao governador Jaime Lerner (PDT) na Assembléia Legislativa, continuaram ontem o boicote contra os projetos de interesse do governo. Os projetos aguardam uma aprovação desde o início da semana passada. Nem o apelo do líder do governo, Valdir Rossoni (PDT) - que encaminhou um telegrama de convocação para todos os gabinetes - sensibilizou os governistas, que se dizem excluídos da reforma de secretariado.
Na última quinta-feira, um acordo foi fechado entre o chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, e o presidente da Casa, Aníbal Khury. Mesmo a contragosto dos deputados, Khury teria garantido quorum para a sessão de ontem. O que acabou não se concretizando.
Dos 54 deputados, apenas 14 estiveram presentes. A maioria permaneceu nas suas bases eleitorais e deve emendar o feriadão de Corpus Christi. O presidente da Casa abriu e fechou a sessão.
Na pauta, havia ainda uma sessão extraordinária que analisaria a redação final de quatro projetos de utilidade pública. Khury garante que a guerra fria já terminou. Segundo ele alguns meninos (deputados), no entanto, ainda continuam rebeldes.
O deputado determinou que a pauta de ontem seja repetida hoje. O Palácio Iguaçu aguarda com expectativa a aprovação das mensagens que criam a Agência de Desenvolvimento do Paraná S.A. - para o fomento -, a Paraná Desenvolvimento S.A., e do projeto que autoriza a Copel a participar como sócia de outras empresas sob a forma de sociedade anônima.
No entanto, a greve branca pode se estender mais do que o esperado. Os governistas estariam condicionando a volta às atividades ao anúncio da reforma, ainda sem data definida. Os deputados querem, por exemplo, viabilizar a indicação de Heinz Herwing (PSDB) para a Secretaria dos Transportes, atualmente comandada por Deni Schwartz (PSDB). (L.D.)


