A Assembléia Legislativa fez ontem à tarde a sua última sessão antes do feriado da Páscoa. Os deputados estarão em recesso até o próximo dia 5 de abril, ficando liberados para dar uma escapada para suas bases eleitorais. A decisão foi tomada em conjunto pelas lideranças dos partidos e anunciada somente nos momentos finais da sessão pela mesa executiva. Oficialmente, nas duas semanas de folga, os deputados do Paraná se dedicam a eleições internas, das comissões permanentes da Casa.
O recesso não compromete o salário dos deputados. Eles continuam a receber os valores integralmente, isto é, R$ 6 mil bruto, o equivalente a R$ 4,5 mil líquido. As verbas de ressarcimento e de assistência social - fixadas em R$ 3 mil cada uma - também ficam valendo normalmente, como se os deputados estivessem em pleno expediente. Bem como o usufruto de carros da frota da Assembléia.
A antecipação do feriadão atrasa a votação da mensagem do governo que institui a isenção previdenciária escalonada aos aposentados e pensionistas com mais de 70 anos que estejam inválidos ou que recebam mensalmente até R$ 300,00. A proposta aguarda parecer do relator, deputado Marcos Isfer (PFL), para entrar em plenário.
No retorno aos trabalhos legislativos, o Palácio Iguaçu terá de fazer um lobby junto aos deputados aliados, para desencadear o processo de votação. Caso a mensagem do governador Jaime Lerner (PFL) não seja votada antes do final de abril, corre-se o risco do governo iniciar a cobrança da previdência sem a instituição de qualquer tipo de isenção.
O presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), afirmou ontem que a matéria (Paranaprevidência) não deve ser votada no afogadilho. O deputado disse que tem de ir a plenário ‘‘mastigadinha’’. Para ele, a suspensão das sessões servirá para a organização das comissões. ‘‘Algumas ainda não elegeram seus presidentes e vice-presidentes’’, observou. ‘‘E os deputados estão precisando de um descanso’’, emendou ele.
Aníbal Khury ressaltou ainda que as comemorações dos 306 anos de Curitiba, marcadas para o dia 29 de março, também motivaram as lideranças das bancadas a tomarem a decisão pelo recesso branco. ‘‘Tem esse feriado bem no início da semana’’, observou. ‘‘Sem falar que na quinta-feira, o serviço público não funciona’’, reforçou ele. Khury fez uma referência a uma circular baixada pelo Palácio Iguaçu, decretando feriado nas repartições públicas inclusive no dia 1º de abril.

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