Curitiba - A Assembleia Legislativa (AL) irá ceder 87 servidores efetivos que estão sem função na Casa para serem aproveitados na Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Seju). Anteriormente, o número divulgado de efetivos que não executavam nenhuma tarefa no Legislativo era 45. Segundo o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), além dos servidores que passaram a ficar no Plenarinho por não estarem lotados em nenhum setor, ainda havia gente ''desocupada'' nos departamentos.
A cessão dos servidores será feita por meio de um convênio com o Executivo. No entanto, o pagamento dos salários dos funcionários continuará partindo da AL. Segundo Rossoni, ''é tudo dinheiro público''. O treinamento dos servidores para atuarem na Seju será feito pela própria secretaria. Já aqueles efetivos que não aceitarem ir para a Seju serão colocados em disponibilidade, para que fiquem em casa, mas terão o salário reduzido.
De acordo com Rossoni, a Assembleia hoje tem três vezes o número de médicos que o Governo do Estado dispõe para fazer perícias em todo o funcionalismo público. Dezessete médicos servidores do Legislativo também serão cedidos ao Executivo. Também serão cedidos sete fisioterapeutas, seis psicólogas e uma enfermeira.
Alguns servidores que hoje se encontram no Plenarinho da Assembleia disseram à reportagem da FOLHA que se recusam a ir para a Seju. Eles alegam que são servidores do Legislativo e estão sendo impedidos de trabalhar. De acordo com Rossoni, a estrutura da Casa foi enxugada e muitos funcionários acabaram, de fato, perdendo suas funções nesse processo.

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