Curitiba - A diretoria legislativa da Assembléia Legislativa (ALEP) determinou a limitação do acesso do público em geral aos Diários da Assembléia. A publicação contém, entre outras informações, os atos da Mesa Executiva que determinam a contratação e a exoneração dos cargos em comissão. A partir de agora quem quiser consultar as edições do Diário na biblioteca da ALEP terá que solicitar uma autorização à Diretoria Geral ou à presidência. A determinação aconteceu numa reunião entre o diretor legislativo, Severo Sotto Maior, e as funcionárias da biblioteca e foi informada à FOLHA ontem, quando a reportagem foi barrada no local e impedida de consultar a publicação.
Segundo Sotto Maior, a determinação não é nova. ''O meu bom senso me diz que devo falar com o presidente'', informou ao ser questionado sobre a proibição. No entanto, na semana passada a reportagem esteve por duas vezes na biblioteca consultando os diários e não foi informada de nenhuma limitação.
A reportagem tentou contatar o diretor-geral da Assembléia, Abib Miguel, e o presidente, Nelson Justus (DEM), mas eles não atenderam a FOLHA. A proibição do acesso aos Diários acontece num momento em que está em debate meios de dar mais transparência ao Legislativo. Na terça-feira, Justus anunciou a decisão de criar uma comissão de trabalho que deverá propor um Projeto de Resolução para tratar da ''transparência'' na Casa, o que poderia incluir a divulgação dos nomes dos funcionários contratados pelos parlamentares.
O Diário da Assembléia é publicado pela Casa e entregue a todos os deputados e aos departamentos administrativos da ALEP. Na última semana a FOLHA tentou obter as edições publicadas em 2008. Dois gabinetes em que a reportagem solicitou acesso ao Diário informaram que não guardavam o informativo por não ver utilidade nele. Na gráfica da Assembléia um funcionário disse que só poderia entregar qualquer edição do Diário com autorização do presidente da Casa.

mockup