Curitiba O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), deve ler hoje em plenário os requerimentos de criação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que serão instaladas na casa. Só então será determinado quantas funcionarão simultaneamente. Até o final da tarde de ontem continuava o impasse sobre quais serão instaladas logo após o Carnaval.
O líder governista, Angelo Vanonhi (PT), defende a criação de três CPIs incialmente: Sercomtel/Copel, Banestado e pedágio. Outra ala de aliados do governador Roberto Requião (PMDB), porém, quer montar as cinco de uma vez só, abrindo investigações também sobre a Paranacidade e os Jogos Mundiais da Natureza. Um dos defensores mais fervorosos dessa tese é o primeiro-secretário da Casa, Nereu Moura (PMDB).
Vanhoni disse que está ''quase'' decidido quais CPIs serão abertas. Hoje, a partir da leitura em plenário, começa a correr prazo de 10 dias para que os partidos indiquem os membros para as CPIs. ''Fizemos uma reunião com os líderes dos partidos pela manhã, e depois conversamos com o Hermas. O anúncio será feito amanhã (hoje).''
Segundo o petista, as CPIs do pedágio, Banestado e Sercomtel/Copel poderiam funcionar durante 90 dias e depois abrir espaço para as outras duas. A opinião de Vanhoni tem o respaldo do chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, homem forte do governo Requião. O secretário defende as CPIs, mas está preocupado com o possível funcionamento, ao mesmo tempo, de cinco comissões.
''Há 54 deputados e cada CPI será composta por pelo menos sete membros. São, portanto, 35 parlamentares envolvidos. E não podemos esquecer da mesa executiva, que não pode participar de CPIs. Ou seja, teremos a maioria dos deputados envolvidos. O ideal seria que se fizesse duas ou três CPIs e, tendo-as terminado, se iniciasse as outras'', ponderou Quintana.
A posição do chefe da Casa Civil traduz o desejo do Palácio Iguaçu. O governo está preocupado com a ânsia de alguns deputados em criar cinco CPIs simultâneas. Por falta de apoio técnico, o resultado das comissões pode sair prejudicado, dando munição para críticas da oposição. O vice-governador e secretário de Estado da Agricultura, Orlando Pessuti, disse que, pessoalmente, defende a instalação das cinco comissões. De acordo com Pessuti, Requião não quer se envolver na decisão. Para Requião, cabe apenas ao Legislativo decidir quantas comissões vão funcionar.
O líder da oposição, Durval Amaral (PFL), disse que, por cerca de 90 dias, o bloco vai ''dar um tempo'' ao governo, e não fazer críticas.

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