Curitiba - Os deputados estaduais do Paraná aprovaram ontem, em primeira votação, a proposta de emenda à constituição (PEC) que reduz o período de recesso parlamentar na Assembléia Legislativa de 90 para 55 dias. No total, 40 dos 41 deputados presentes à sessão votaram a favor da aprovação da medida. O único voto contrário foi do deputado Antonio Anibelli (PMDB), que afirmou não concordar que a última sessão de cada ano seja realizada no dia 22 de dezembro, o que, para ele, prejudica as viagens dos parlamentares para as festas de fim de ano.
Dentro de cinco sessões, o projeto deve voltar ao plenário da Casa para que seja aprovado em definitivo. Pela proposta, que se baseia em projeto similar aprovado no Congresso Nacional, as sessões na Assembléia acontecerão entre os dias 2 de fevereiro e 17 de julho, com o primeiro recesso acontecendo entre 18 e 31 de julho. As sessões serão retomadas no dia 1º de agosto, indo até o dia 22 de dezembro. Pelo calendário atual de atividades, as sessões se encerram no dia 15 de dezembro.
Foi justamente a data final para realização de sessões em cada ano que levou o deputado Antonio Anibelli a votar contra o projeto. Segundo o peemedebista, iniciar as férias parlamentares apenas após o dia 22 de dezembro seria ''submeter os deputados'' ao risco de acidentes. ''Nessa época as estradas estão saturadas (por causa do feriado do Natal) e tragédias acontecem. Por que submeter os deputados a isso?'', questionou Anibelli.
Além disso, Anibelli reclamou que o prolongamento das sessões até 22 de dezembro prejudica os preparativos dos deputados para o Natal. Segundo ele, os parlamentares não terão tempo nem para ''comprar presentes para os netos''. Por fim, o deputado classificou a proposta de ''demagógica''.
Ao contrário de Anibelli, 40 deputados votaram a favor da medida, incluindo o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PP), que defendeu até uma redução maior do recesso. ''Deveríamos trabalhar em um período idêntico ao de qualquer trabalhador. Férias de 30 dias está pra lá de bom'', disse. Outros 12 deputados estavam ausentes do plenário no momento da votação. Logo após a aprovação da PEC, muitos deles curiosamente voltaram a ocupar suas cadeiras para acompanhar o restante da sessão.

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