Assembléia aprova reajuste do mínimo regional em 1 discussão
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Assembléia Legislativa do Paraná aprovou, em primeira discussão, o reajuste de 8,5% do salário mínimo regional. A proposta, encaminhada à Casa pelo governador Roberto Requião (PMDB), foi aprovada rapidamente durante uma sessão extraordinária realizada no final da tarde de ontem. A proposta ainda tem que passar por uma nova votação. Caso o reajuste seja confirmado, o salário mínimo regional ficaria entre R$ 462,00 e R$ 475,20. A variação se baseia nas seis faixas de categorias definidas pela Classificação Brasileira de Ocupações.
O novo piso, 25% mais alto que o salário mínimo nacional de R$ 380,00, começaria a vigorar a partir de 1º de maio. O piso salarial do Estado não se aplica a trabalhadores com salários definidos por lei federal, convenção ou acordo coletivo, e a servidores públicos estaduais e municipais. O Governo do Estado implantou o piso salarial regional em maio do ano passado em meio a discussões travadas com representantes de setores da indústria.
Na sessão ordinária realizada antes da aprovação do mínimo regional, os parlamentares se concentraram na discussão em torno das reivindicações levadas por integrantes do SindSaúde. Cerca de 300 servidores da área da saúde, de todo o Estado, ocuparam as cadeiras da Casa. Uma das principais reclamações, segundo a diretora do SindSaúde em Curitiba e Região Metropolitana, Graziela Sternheim, diz respeito à carga horária dos servidores.
Ela explica que, desde 1992, por orientação da Organização Mundial da Saúde e de outras entidades ligadas à área do trabalho, os servidores do Estado cumprem uma jornada de 30 horas semanais. Recentemente, porém, sob a alegação de que há poucos servidores para atender o setor, o Estado está obrigando os funcionários a cumprirem 40 horas semanais. ''Se a gente não cumprir, eles já avisaram que vão fazer descontos na folha de pagamento. É uma forma autoritária de resolver as coisas'', afirma ela, acrescentando que a falta de servidores é decorrente da ausência de concursos públicos.


