Assembléia aprova lei para privatizar Sanepar
A Assembléia Legislativa aprovou ontem à tarde em primeira discussão mensagem do governo que amplia as atividades da Sanepar, preparando-a para a privatização. A aprovação da matéria durou menos de três minutos e foi incluída numa sessão extraordinária, para a surpresa dos deputados de oposição. A base governista aprovou a toque de caixa a proposta do governo, que ainda pode receber emendas em plenário.
A mensagem assinada pelo governador altera a lei que criou a Sanepar, em 1963, e flexibiliza a competência da companhia que hoje se restringe à captação, tratamento e distribuição de água. Pela proposta, a nova Sanepar pode agora atuar na exploração de serviços públicos e sistemas privados de abastecimento de água; coleta, remoção e destinação de lixo, esgoto e resíduos domésticos e industriais.
A Sanepar fica liberada ainda a participar de consórcios ou sociedades de empresas privadas e também autorizada a prestar serviços relacionados à saúde da população, dentro e fora dos limites territoriais.
O governo do Paraná tem hoje sob o seu domínio cerca de 60% do capital da Sanepar. A mensagem prevê ainda que a companhia passe a funcionar como uma sociedade por ações, assim como a Copel.
O presidente da Sanepar, Carlos Teixeira, disse ontem que, ao contrário da Copel, o processo de privatização da companhia de saneamento será mais lento.
Carlos Teixeira informou ainda que a companhia responsável pelo saneamento no Paraná passa por um processo de recuparação de caixa. Em 1996, a Sanepar fechou no vermelho. Em 1997, registrou um balanço positivo de R$ 25 milhões, informou o presidente. Para esse ano, a projeção é de que a Sanepar contabilize um superávit de R$ 37 milhões. A companhia possui hoje 4 mil funcionários. (L.D)





