Curitiba - Depois de discussões acaloradas na Assembléia Legislativa, o plenário aprovou ontem o substitutivo geral da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente que autoriza a participação do Estado em consórcios intermunicipais de lixo em dez regiões do Estado. Anteontem, após resistência de integrantes da própria base em aprovar o substitutivo geral, a assessoria de imprensa do Palácio das Araucárias comunicou que o governador Roberto Requião (PMDB) estava retirando a mensagem original da pauta do Legislativo até que um acordo fosse realizado entre as lideranças da Casa. O governador recuou e a mensagem original nem chegou a ser retirada como anunciado.
Dos 54 parlamentares, 28 votaram favoráveis ao substitutivo geral, 16 votaram contra e nove estavam ausentes. A emenda ao substitutivo geral, que retirava a região de Foz do Iguaçu, foi rejeitada por 24 parlamentares - 12 votaram a favor da emenda e 17 estavam ausentes no momento da votação. A emenda é de autoria do deputado Dobrandino da Silva (PMDB).
Na mensagem original, o Estado pedia autorização apenas para entrar no consórcio formado na região de Curitiba, mas depois apoiou o substitutivo geral, elaborado pelo aliado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), à frente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente. Com a aprovação do substitutivo geral, o governo passa a integrar primeiro os três consórcios de lixo que já estão constituídos, na região de Curitiba, Apucarana e Umuarama. O Estado pode indicar a Sanepar para gerir o lixo. Nas demais regiões - Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Campo Mourão e Ponta Grossa -, o Estado aguarda a formação dos consórcios para daí sugerir que a Sanepar administre o negócio.
O consórcio da região de Curitiba é composto por 15 municípios. Na região de Apucarana o consórcio é formado por 13 municípios e, na região de Umuarama, o consórcio é composto por dez municípios.
O líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) voltou ontem a defender a proposta. Ele nega que a escolha dos municípios que devem integrar cada consórcio tenha sido feita de forma aleatória. Romanelli admite, entretanto, que nem todos os prefeitos dos municípios foram consultados sobre a entrada do Estado no negócio do lixo.
Em Foz do Iguaçu, o governo também defenderia a participação da Sanepar no negócio do lixo em função de um programa desenvolvido pela Itaipu junto a carrinheiros. Romanelli garante que o consórcio da região já está ''encaminhado''. Dobrandino reclama que Foz tenha que receber o lixo de municípios vizinhos, já que a cidade possui um aterro sanitário próprio.

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