Assembléia aprova criação de 43 cargos no governo
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O projeto de lei do governo do Estado que cria 43 cargos em comissão foi aprovado ontem, em primeira discussão, na Assembléia Legislativa. A segunda discussão está prevista para segunda-feira. A oposição, porém, apresentou ontem uma emenda supressiva para eliminar o artigo 2º do projeto de lei. O artigo prevê a criação de seis cargos em comissão com salários de R$ 11.915,44. São quatro cargos de diretor-presidente destinados às coordenadorias das regiões metropolitanas de Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel e mais dois cargos de secretário especial, cuja função não é informada no corpo da mensagem. O restante da mensagem, que não foi alvo da oposição, trata da criação de 37 cargos de diretor geral de penitenciária, cujo salário será de
R$ 5.251,03.
Não sei quem ocupará e quais as funções das duas secretarias especiais, admitiu ontem o líder do governo da Casa, deputado Dobrandino da Silva
(PMDB). Em relação aos quatro cargos para as coordenadorias, o peemedebista ressaltou a necessidade das administrações para o desenvolvimento das regiões metropolitanas. Questionado sobre as novas secretarias especiais, o deputado Alexandre Curi (PMDB) também afirmou que desconhece a função das pastas. Pertence à cota do governador, resumiu. A deputada Elza Correia (PMDB), que não conseguiu se reeleger, foi confirmada para a coordenadoria da região metropolitana de Londrina, caso o cargo seja aprovado.
Para o líder da oposição na Casa, deputado Valdir Rossoni
(PSDB), a intenção do governo é criar cargos para acomodar aliados políticos. Rossoni se refere às mudanças previstas na estrutura do Executivo, após a vitória do governador Roberto Requião (PMDB) nas eleições de outubro passado. Para o deputado Elio Rusch (PFL), a máquina está gigante. Vou fazer um levantamento de quantos cargos em comissão foram criados na Era Requião. Os cargos que tinham nas três instituições extintas pelo governo não foram extintos juntos, argumentou o pefelista, em referência à mensagem do governo que acabou com a Fundepar, o Isep e o Decom e foi aprovada ontem em segunda discussão na Casa. A gente fica assustado quando a oposição critica porque a gestão anterior (do ex-governador Jaime Lerner) criou inúmeros cargos, defendeu Curi.
De acordo com a assessoria de imprensa da Casa Civil, os cargos de fato não foram extintos, e sim incorporados às secretarias que agora ficaram responsáveis pelos projetos antes comandados pelas três instituições. A assessoria de imprensa também acrescentou que a idéia é estudar mudanças relativas às funções dos cargos dentro de 60 dias e enfatizou que, mesmo sem a extinção dos cargos, o governo teria conseguido economizar na desburocratização das atividades das instituições. A assessoria de imprensa não pôde informar, ontem, quantos cargos estariam agregados às três instituições.


