Arquivo FolhaEstação primeiraDr. Rosinha (PT) que votou contra o projeto: ‘‘isso é um trem da alegria’’A Assembléia Legislativa aprovou ontem, em primeira discussão, projeto de resolução criando 162 novos cargos em comissão na estrutura da Casa. O projeto é de autoria da mesa diretora da Assembléia. Cada um dos 54 deputados estaduais terá direito a três novos cargos em seus gabinetes. Os cargos são símbolo G, com salário mensal de R$ 490,00.
Para criar os 162 novos cargos em comissão, a Assembléia está extinguindo 78 cargos do quadro de pessoal, como ascensoristas e serventes. Esses cargos representarão uma despesa de quase R$ 80 mil mensais.
Somente a bancada do PT votou contra o projeto. O deputado Ângelo Vanhoni (PT), quinto secretário da Assembléia, não compareceu ontem ao plenário. Mesmo com representante na mesa, o PT votou contra. ‘‘Isso é trem da alegria’’, afirmou Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha.
Rosinha pediu para adiar a votação do projeto por cinco sessões. Ele alegou que o projeto não tinha parecer das comissões. ‘‘Esse projeto foi protocolado ontem (quarta-feira) e hoje já estava em plenário. Poucos são os projetos com tramitação tão rápida nesta Casa’’, ironizou.
A justificativa da direção da Assembléia para a criação de novos cargos foi de que o projeto é uma adequação às mudanças feitas na estrutura da Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado Michel Temer (PMDB-SP), logo após ser eleito presidente da Câmara, aumentou o número de cargos em comissão para dividí-los entre os deputados federais. ‘‘Parece que é parte do pagamento pela eleição interna’’, completou Rosinha.

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