Curitiba - Um segundo lote de carros oficiais da Assembléia Legislativa deverá ser leiloado sexta-feira. Serão ofertados aproxidamente 50 carros num valor estimado de R$ 1,5 milhão. Estão sendo leiloados todos os 150 carros que pertenciam aos 54 deputados estaduais ou lideranças de partidos. Apenas foram retidos os carros que serviam os setores administrativos da Assembléia.
O primeiro lote de carros oficiais foi leiloado no dia 25 de junho e rendeu R$ 1,1 milhão com a venda de 40 veículos. Os carros foram leiloados com preço 20% abaixo do mercado. O veículo mais caro leiloado foi uma caminhonete S-10 que saiu por R$ 44 mil. Segundo o presidente da Comissão de Leilão de Veículos Oficiais, deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB), os carros que estão indo a leilão tiveram as multas pendentes devidamente quitadas.
O edital de leilão dos veículos afirma que toda a documentação dos carros e está em dia e qualquer multa que possa eventualmente aparecer é de responsabilidade dos deputados. Os parlamentares que preferiram recorrer das multas tiveram que assinar um termo de compromisso relatando que vão arcar com todas as despesas pendentes.
Ainda existe a previsão de leiloar um terceiro lote com mais de 40 veículos oficiais no dia 22. A presidência da Assembléia decidiu vender todos os carros que eram colocados à disposição dos deputados depois do escândalo das multas divulgado em março do ano passado. Os veículos oficiais tinham cerca de R$ 400 mil em multas pendentes. Alguns gabinetes mantinham ainda licenciamento e seguro obrigatório atrasados.
Os recursos que estão sendo obtidos com a venda dos carros ainda não têm destinação exata. Pelo menos, foi o que afirmou o deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), presidente da Assembléia. Ele negou que os recursos serão usados para a instalação da TV Assembléia, conforme afirmou anteriormente Bradock em entrevista à Folha. ''A Assembléia tem dinheiro sobrando em caixa. Para instalar a TV Assembléia não vamos precisar necessariamente destes recursos, que ainda não têm destinação. A Casa é superavitária. O leilão não foi para arrecadar recursos, foi realizado em nome da transparência do Poder Legislativo'', declarou Brandão.

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