Assembléia analisa ação contra Antônio Carlos
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segunda-feira, 15 de outubro de 2001
De Londrina 
Ofícios da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) comprovam que a Corregedoria da Assembléia Legislativa (AL) recebeu documentos sobre as investigações que envolvem o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL). No sábado, o corregedor da Assembléia, deputado Caíto Quintana (PMDB), disse que havia recebido a documentação do Ministério Público de Londrina, mas não poderia adiantar se o material tratava especificamente de algum deputado.
De acordo com o ofício de 10 de setembro deste ano, a PIC encaminhou à Assembléia todos os documentos que embasam a ação civil pública 428/2001, envolvendo o desvio de R$ 270 mil da antiga Comurb. Segundo a denúncia, os recursos foram utilizados na campanha do deputado, em 1998. Durante a fase de depoimentos, lideranças políticas da região que receberam recursos desviados da Comurb confirmaram ter trabalhado na campanha de Antônio Carlos.
Segundo o promotor Cláudio Esteves, no início das investigações um grupo de deputados visitou o MP de Londrina, pedindo informações sobre o chamado escândalo AMA/Comurb. Ele disse que os deputados pediram para que a Assembléia fosse informada quando houvesse qualquer medida contra alguém da Casa.
Além de Antônio Carlos, são réus na ação o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido) e a vice-governadora Emília Belinati (PFL). Todos tiveram seus bens indisponibilizados pelo juiz da 6ª Vara Cível, Celso Saito. Uma cópia da ação também foi encaminhada ao procurador regional eleitoral em Curitiba, Luis Sergio Langowsk. Ao todo são 38 réus no processo, entre pessoas físicas e jurídicas. (L.R.)


