Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Nelson Justus (DEM), anunciou ontem que não cumprirá a promessa de divulgar uma nova lista dos funcionários da Casa. Justus havia se comprometido a fazer nova divulgação da lista, dessa vez com detalhes sobre a lotação dos servidores. A relação anterior, publicada no último dia 30 de maio, não tinha informações sobre a lotação de funcionários da administração da Assembleia, por exemplo.
Segundo Justus, a Comissão Executiva da Casa vai se reunir hoje para fazer uma nova análise dos dados. ''Convoco a Mesa para ver bem isso e não cometer nenhum erro'', disse em pronunciamento ontem, em plenário. A republicação da lista havia sido solicitada pelos deputados Tadeu veneri (PT) e Jocelito Canto (PTB) que questionaram a falta de detalhes sobre o trabalho desempenhado pelos servidores da administração e das lideranças.
Outro problema apontado pelos parlamentares nas listas é a existência de funcionários ''migrantes'', que estavam lotados em gabinetes de deputados depois do recadastramento promovido pela Assembleia foram alocados na administração da Casa. Em conversa com Veneri, Justus teria indicado que a nova lista pode ser publicada na próxima segunda-feira.
Ontem a Assembleia também entregou a Jocelito explicações sobre a situação funcional de servidores que reenquadrados na Assembleia, caso do governador Orlando Pessuti (PMDB), que segundo denúncia publicada na revista Veja ocuparia cargo na Casa desde 2005. O parlamentar declarou que ainda não teve tempo de analisar os dados apresentados pela Assembleia, mas que já via que as respostas ''estão incompletas''. ''Eles dizem que nenhum funcionário com cargo em comissão foi integrado ao quadro próprio da Casa, mas a própria primeira-dama (Regina Pessuti, que também é citada pela reportagem da Veja) informou que era comissionada e foi efetivada'', questionou.

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