O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM), determinou ontem a abertura de inquérito administrativo para apurar suspeita da existência de uma funcionária fantasma lotada no Interlegis - órgão vinculado ao Senado Federal que funciona na Casa. A informação foi passada à Assembleia pela FOLHA, a partir de denúncia de que a funcionária N.C.P. não prestaria expediente, apesar de seu nome constar da lista de comissionados divulgada em 31 de março. Atualmente, a suposta funcionária mora em Maringá.
Ontem, a reportagem gravou uma conversa telefônica com N.C.P., na qual ela afirmou que trabalhou na Assembleia ''há uns anos atrás''. Quando a reportagem se identificou, ela passou a afirmar que deixou a Assembleia ''no final do ano'' e que não gostaria de ''estar falando sobre isso''.
Contatada pela FOLHA, a assessoria do presidente da Assembleia informou, no início da noite, que o caso será apurado por um inquérito administrativo. De acordo com a assessoria, N.C.P. estava lotada na secretaria do Interlegis - onde atenderia telefones e responderia a e-mails. O Interlegis tem dois funcionários e é responsável pela realização de uma videoconferência mensal coordenada pelo Senado, com participação das assembleias estaduais. Ainda de acordo com a assessoria de Justus, a estrutura do Interlegis é ''bem enxuta'' - além de N.C.P., o órgão teria mais um funcionário.
Segundo as informações da assessoria, se for comprovada a irregularidade, a funcionária será ''exonerada e terá que devolver os salários não trabalhados''. Justus se recusou a comentar a ''paternidade'' da indicação da suposta funcionária.

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