Assédio de partidos envolve cargos e dinheiro
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terça-feira, 02 de outubro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O assédio de partidos a pré-candidatos às eleições de 2008 com supostas promessas que vão de cargos e material de campanha a somas fechadas de dinheiro dominou a discussão dentro e fora do plenário, ontem, na Câmara de Vereadores de Londrina. Presidentes de diretórios municipais que também integram a atual Legislatura reclamaram de abordagens ''imorais'' aos filiados, sem citar nomes e valores, e destacaram que iniciativas assim têm aumentado, nos últimos dias, com a aproximação do prazo final para filiação, que encerra na próxima sexta-feira.
Na avaliação do presidente municipal do PPS, vereador Tercílio Turini, esse tipo de assédio teria se intensificado nas últimas semanas. Segundo ele, apesar de já estar com chapa completa para 2008, só da semana passada para cá o PPS perdeu três filiados ''seduzidos'' pelas propostas de outras legendas. O problema, destaca Turini, é justamente a veracidade de tais propostas.
''É um assédio violento que vende ilusões como bancar toda a estrutura de campanha da pessoa. Ao mesmo tempo, isso sinaliza que são poucos, hoje, os partidos ideológicos: muitos querem se formar só para disputar eleição.''
Já o presidente do PTB, vereador Sidney de Souza, considera que ''o assédio, quando é moral, é até aceitável''. O problema, observa, são as ''propostas absurdas, cheias de politicagem''. ''Têm prometido cargos e empregos a quem se transferir, e tem também partido prometendo eleger sete nomes. Tecnicamente, isso não existe'', criticou, ele que afirma já ter sido sondado em troca de apoio em campanhas para deputado estadual e indicação de secretários municipais.
Decano da Câmara, o presidente do PP, Renato Araújo, afirmou que as ofertas aos filiados têm sido as mais diversificadas: ''É de material de campanha a dinheiro, de indicação de cargos a secretarias, mesmo a quem não se eleger. Ou seja: quem não tem competência para conquistar uma vaga legislativa acaba sendo premiado com uma secretaria ou gerência''.
No PR a situação não é diferente, declarou o presidente da executiva municipal, vereador Orlando Bonilha. ''Tem gente pegando pesado, com barganhas, para agregar lideranças que descobrimos ao longo desse tempo. Prometem dinheiro e até aquilo que foge do básico que o partido pode oferecer.''


