Assad responderá por desacato
O empresáário Assad Jannani, ex-chefe de gabinete do então deputado estadual - hoje prefeito - Barbosa Neto (PDT), vai responder processo no Juizado Especial Criminal por desacato a autoridade. Jannani foi ouvido ontem à tarde durante aproximadamente uma hora e meia no termo circunstanciado (TC) instaurado pelo delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore. O pedido para abertura de TC foi feito pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, na última sexta-feira, depois que Assad o teria chamado de ''imbecil''.
O empresáário foi o nono de 11 nomes que constam de carta precatória encaminhada ao Ministério Público (MP) em Londrina pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Curitiba. O órgão investiga suposta existência de funcioná© ários fantasmas no gabinete do então parlamentar. Na sexta, após o depoimento, Assad teria se irritado ao ter negado, pela Promotoria, pedido para levar consigo cópia do depoimento. Ele alega ter chamado de imbecis as perguntas dos promotores Castro e Leila Voltarelli; estes, por sua vez, afirmam que o adjetivo teria sido dirigido também a eles, o que teria configurado o desacato.
Ontem, acompanhado do advogado Carlos Alberto Paolielo, Assad voltou a negar que tenha desacatado os promotores, mas não se estendeu. O advogado também não quis se manifestar sobre o termo. ''Lendo o TC, vocês vão ver claramente o que existe'', resumiu.
O delegado do Gaeco disse que a audiência de Assad na Justiça Criminal estáá marcada para o mês que vem. ''Foi instaurado o termo circunstanciado destinado à apuração de crimes de menor potencial ofensivo. Pela versão que nos foi apresentada, ele negou desacato - afirmou que a pergunta formulada seria imbecil'', explicou Flore. Indagado se algumas frases de Assad na recepção do MP poderiam qualificar desacato - ele declarou, por exemplo, que os promotores não estavam ''preparados para exercer a função nobre da promotoria'', Flore resumiu: ''á© Isso dito a (autoridade) no exercício da função, pode caracterizar desacato, sem dúvida''. (J.G.)





