A Prefeitura de Londrina declarou fracassado ontem o pregão eletrônico realizado para contratação de serviços de logística - gestão, controle, armazenagem, unitarização, distribuição e dispensação de materiais e produtos - das administrações direta e indireta do Município.
Por outro lado, o Executivo confirmou a terceirização de mais duas tarefas, com licitação já em fase de estudos, até então executadas por servidores efetivos da Usina de Asfalto. A produção de massa asfáltica e a operação tapa-buracos também deverão ficar sob a responsabilidade de empreiteiros.
No caso das atividades de logística, orçadas em mais de R$ 9 milhões, a terceira empresa na disputa, a Doca Operadora Logística Ltda., de Barueri (SP), foi classificada semana passada após a desabilitação da Unihealth e a desclassificação da JTR, ambas do mesmo município da região metropolitana de São Paulo. Assim como a Unihealth, a Doca não apresentou toda a documentação exigida no edital que comprovasse capacidade técnica e financeira de executar o contrato de dois anos. A licitação acabou alvo de investigação judicial, depois que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) entrou com ação popular denunciando suposto direcionamento da Prefeitura em favor da Unihealth, então primeira colocada no certame.
Com o resultado, o pregão foi declarado fracassado - o que não significa que a administração vai desistir de nova tentativa: em nota oficial, o Executivo informou que tão logo seja confirmado o cancelamento, será lançado um novo edital. Para isso, porém, é necessário vencer o prazo recursal das empresas, que vence na próxima qunta-feira.
Já a terceirização proposta pela Secretaria Municipal de Obras culminará na desativação da Usina de Asfalto do Município - um dos setores que mais resistiram ao fim da greve de 106 dias dos servidores, em 2006. De acordo com o secretário Aloysio Crescentini de Freitas, retirar da administração a responsabilidade pela produção de massa asfáltica e pela operação tapa-buracos é uma forma de ''garantir eficiência ao serviço e atender a demanda''.
Freitas defende que os atuais 40 servidores da Usina - ''alguns já com 50, 55 anos da idade'' -, com jornada de seis horas diárias, não são suficientes para dar conta da demanda.
''Nossa usina é muito antiga, produz fumaça e o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) já nos deu até o final deste mês para resolver a situação'', explicou o secretário, para completar: ''Seria muito caro comprar novos equipamentos e insumos, sem falar com contratação - precisaríamos de pelo menos 100 funcionários, mais R$ 1 milhão para uma usina nova'', disse. Só de asfalto, são gastos cerca de R$ 2 milhões/ano. Em um contrato, estima que ''seria bem mais''. Questionado se há um estudo que comprove economia com a medida, contudo, Freitas resume: ''Não há mensuração disso, ainda''.
A licitação da Obras deve ser aberta dentro de 20 dias, estima a Secretaria.

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