As marcas da convivência com o governador mineiro
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terça-feira, 18 de junho de 2002
Paulo Peixoto<BR>Agência Folha 
Belo Horizonte - O temperamento de Itamar Franco deixou marcas nos três anos e meio do seu governo. Desde janeiro de 1999, quando tomou posse, muitos foram os tapas e os beijos que trocou com políticos mineiros e com partidos.
Itamar se elegeu com o apoio do PT e do senador José Alencar. Os petistas integraram o seu governo e, em junho de 2000, deixaram o barco na primeira greve de professores, denunciando o abandono das questões sociais.
Também rompeu com Alencar. Na disputa do governador contra a cúpula nacional do PMDB para se tornar um presidenciável, Alencar, então presidente em exercício do PMDB-MG, se recusou a assinar um documento convocando o diretório nacional extraordinariamente.
O governador, então, exonerou por um dia o seu então secretário da Saúde Armando Costa, que voltou a ocupar a presidência regional do partido apenas para assinar o documento. O rompimento de Alencar foi inevitável.
Com Newton Cardoso também foi assim. Itamar elogiou muitas vezes a lealdade do seu vice. Mas quando ruiu os seus planos nacionais, ele se voltou para a reeleição, mas foi barrado por Newton.
E, finalmente, Itamar cedeu ao PSDB, partido que durante três anos fez dura oposição à sua gestão. Em contrapartida, ele sempre respondia com apelos para que todo esforço político fosse feito para que essa gente jamais voltasse a ocupar o Palácio da Liberdade.
Agora ele defende o PSDB para ser o seu sucessor, embora o candidato seja Aécio Neves, que sempre excluiu do bloco dos tucanos opositores.


