As disputas entre PFL e MP
- A Folha de São Paulo divulgou no dia 6 de novembro uma reportagem acusando o comitê da campanha do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) de ter omitido R$ 29,8 milhões na prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O comitê declarou ter utilizado apenas R$ 3,112 milhões na campanha.
- No dia seguinte, a Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público começou a investigar a existência de um caixa 2 na campanha de Cassio a pedido do diretório estadual do PMDB.
- O advogado de Cassio, José Cid Campêlo, notificou os promotores do Ministério Público (MP) estadual, argumentando que as diligências do caso não poderiam ser divulgadas à imprensa por correrem sob sigilo de Justiça.
- O advogado do PFL, Antonio Figueiredo Basto, solicitou cópias das diligências realizadas pelo MP. Os promotores negaram o pedido, alegando que a investigação corria sob sigilo parcial, e que a divulgação dos autos prejudicaria a investigação.
- Os advogados do PFL e os promotores do Ministério Público se desentenderam durante um depoimento na promotoria. No dia seguinte, o TRE concedeu liminar aos advogados do PFL, permitindo que eles tivessem acesso ao conteúdo das diligências e também aos novos depoimentos tomados.
- O Tribunal Regional Eleitoral negou um recurso do MP para que o sigilo sobre as investigações fosse reestabelecido. Segundo o relator do processo, juiz Jaime Stivelberg, o recurso foi apresentado fora do prazo legal de três dias. Os promotores argumentaram que o prazo para recurso seria de cinco dias.
- O juiz Stivelberg concedeu liminarmente um pedido do advogado de Cassio para que fossem suspensas novas diligências realizadas pelos promotores, por estarem tratando de matéria que fugia da sua competência. Os promotores alegaram que as diligências sobre o caso já estavam concluídas, e horas antes de receberem a notificação, enviaram o processo ao Tribunal de Justiça. (R.S.)





