AS ACUSAÇÕES
- CASO SUDAM
Indicações Jader mantém há anos o controle das indicações para o comando da Sudam. Foi ele o responsável pelas nomeações de José Artur Guedes Tourinho e de Maurício Vasconcelos, ex-superintendentes que acabaram demitidos por envolvimento em projetos irregulares
Rombo O rombo na Sudam até agora apurado chega a R$ 1,773 bi, segundo os dados liberados pelo Ministério da Integração Nacional. No total, foram cancelados 213 projetos, sendo que só no que se refere a 159 deles o rombo chega a R$ 1,173 bi (corrigidos, mais juros e multa). Em outros 35 projetos nos quais foram detectados irregularidades, mas ainda não foram cancelados, o rombo é de R$ 600 milhões
Multa A Receita Federal aplicou multa recorde de R$ 420 milhões em 32 empresas que fraudaram a Sudam ao utilizar incentivos fiscais para investir em projetos fantasma. Desde fevereiro, outras 34 empresas estão na mira do Fisco
Demissão O secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Benivaldo de Azevedo, foi demitido no dia 5 por suspeitas de envolvimento com tráfico de informações sobre as investigações contra os fraudadores da Sudam
Lobista Uma das maiores lobistas junto à Sudam, a funcionária aposentada Maria Auxiliadora Barra Martins despacha numa casa que há três anos pertencia a Jader e à sua ex-mulher, a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), conforme revelou a ''Folha'' em 1º de abril
Sociedade ''Folha de S.Paulo'' informa que a atual mulher de Jader, Márcia Cristina Zahluth Centeno, foi sócia do empresário José Osmar Borges numa fazenda no Pará até 1998. Borges é acusado pelo MP de ter desviado mais de R$ 100 milhões em verbas da Sudam. Documento divulgado pela ''Veja'' mostra que as terras que pertenciam a Borges em sociedade com a mulher de Jader entre 96 e 98 passaram por mudanças societárias até fazerem parte do patrimônio de Jader
- CASO BANPARÁ
Arquivamento O promotor Vicente Miranda Filho decidiu arquivar as investigações que o MP do Pará poderia fazer sobre o desvio de US$ 10 milhões do caixa do Banpará para as contas de Jader e de seus familiares
Evidências O inspetor Abrahão Patruni Júnior, do BC, concluiu no início dos anos 90 dois relatórios sobre o banco. Em ambos, sustentou que havia fortes evidências de que os rendimentos das aplicações do Banpará acabavam na conta bancária de Jader
Provas Em 1992, um parecer do procurador-geral do BC, José Coelho Ferreira, concluiu que a fiscalização havia conseguido provas materiais do crime, mas não apontava cabalmente seus beneficiários, descartando em parte os relatórios de Patruni Júnior
Amigo O advogado Hamilton Guedes, velho amigo de Jader, é apontado por ex-dirigentes do Banpará como o mentor das operações que teriam desviado US$ 10 milhões do banco. Guedes foi assessor especial de Jader no governo do Pará (1991 a 1994)
- PATRIMÔNIO
Fortuna A atualização patrimonial dos bens de Jader revela que sua fortuna pode ser calculada hoje em R$ 30 milhões, segundo a ''Veja''. Jader não conseguiu explicar seu enriquecimento
Imóveis Nos anos 80, Jader balho comprou dois imóveis por valores irrisórios em Belém, conforme noticiado pela ''Folha''. Uma cobertura de 567 m2, por exemplo, foi adquirida por R$ 5.721
Laranja O engenheiro Antônio José Costa Guimarães, secretário particular de Jader, serviu como laranja num contrato de gaveta utilizado pelo senador para assumir o controle do ''Diário do Pará'', em 1999 (A.F.)





