Artagão será presidente do TC até 2014
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - A vitória de Artagão de Mattos Leão, ontem, na disputa pela presidência do Tribunal de Contas (TC) do Estado, pôs fim à renovação dos mais altos cargos públicos do Paraná. O próximo ciclo eleitoral no Ministério Público (MP) do Estado, Tribunal de Justiça (TJ) e Assembleia Legislativa (AL) só ocorrerá em 2014, ano em que haverá eleições diretas para a presidência da República e governo do Paraná.
Numa eleição tranquila, os sete conselheiros do TC mantiveram o ''rodízio'' já acordado entre eles, garantindo Artagão na presidência do tribunal nos próximos dois anos (2013-2014). Ele ocupará o cargo que neste período foi de Fernando Guimarães, quando o órgão responsável por julgar a legalidade dos gastos públicos ocupou repetidamente o noticiário. Foi na gestão dele, por exemplo, que o TC acendeu um sinal de alerta para o governador Beto Richa (PSDB), em agosto deste ano, assim que os gastos com a folha de pagamento com pessoal beiraram o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Diferente de Guimarães, cuja vaga de conselheiro veio da cota destinada aos servidores da própria instituição, Artagão foi indicado pelo Executivo, em 1991, por decisão do então governador Roberto Requião (PMDB). De família tradicional de Guarapuava, o futuro presidente do TC já foi deputado estadual por dois mandatos e o seu filho, Artagão Júnior (PMDB), detém mandato na AL, onde integra a base de apoio de Beto Richa.
Ele comandará o TC acompanhado de dois ''novatos'', cuja presença no órgão só foi possível graças ao apoio de Beto. Na vice-presidência, está o ex-deputado estadual Durval Amaral, que há apenas sete meses deixou o DEM para assumir a vaga de conselheiro (a desfiliação partidária é uma exigência para o ingresso nessa carreira, de vínculo vitalício). Na Corregedoria do TC, assume Ivan Bonilha, escolhido por Beto para a vaga deixada por Maurício Requião, cuja indicação foi cassada pela AL.
No início do ano, especulava-se que Caio Soares, cuja aposentadoria acontece em julho de 2014, quando o conselheiro completa 70 anos, poderia ter assumido a presidência nessa eleição. Acontece que nunca antes na história do TC alguém se aposentou sem antes passar pelo cargo, nem que simbolicamente. A vaga de Caio Soares deverá ser preenchida por alguém do corpo técnico, mas o lugar a ser deixado por Hermas Brandão, que atinge a aposentadoria compulsória em maio de 2013, está sendo disputada a tapa na política paranaense. Até o momento, ela iria para o deputado estadual Plauto Miró, também do DEM, hoje na primeira-secretaria da AL.
No início do ano, Gilberto Giacoia assumiu o MP. Em outubro, o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), obteve uma reeleição para o cargo, onde permanecerá até 2014. Mais recentemente, o desembargador Clayton Camargo, pai do deputado estadual Fábio Camargo (PTB), ganhou uma eleição disputadíssima para a direção do TJ, vencida pelo critério da antiguidade após empate com o candidato de situação, apoiado pelo hoje presidente Miguel Kfouri Neto. Nessa mesma eleição do TJ, Lauro Fabrício de Melo ganhou a Corregedoria do tribunal e, por consequência, prioridade para a presidência do Tribunal Regional Eleitoral em 2014, ano das majoritárias.


