A Câmara de Vereadores de Wenceslau Braz reconheceu como improcedente a denúncia formulada por Adelino Rodrigues dos Santos, que acusou o presidente do Legislativo, Ariozil Aparecido Ferreira (PTB), de ter levado comissão de R$ 19,5 mil na compra de um terreno cujo valor teria sido superfaturado pela prefeitura para implantação de uma Vila Rural. Santos era proprietário do terreno.
Na quarta-feira terminou empatada a votação do relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI), instalada para investigar a denúncia e que apontou irregularidades no negócio, anulado pela prefeita Carolina Batistão (PFL). Em nova votação anteontem, cinco vereadores decidiram pelo arquivamento da denúncia, enquanto quatro votaram a favor do relatório. O presidente em exercício do Legislativo, Cleberson Nazareth (sem partido), não votou anteontem. Ele expediu ofício convocando Ferreira para reassumir as funções na segunda-feira, às 20 horas. Ariozil Ferreira ficou afastado por 30 dias da presidência da Câmara enquanto a denúncia era investigada.
‘‘A Justiça foi feita’’, comemorou Ferreira. Ele saiu em carreata com populares pela cidade e ontem voltou a festejar, de forma barulhenta, o arquivamento da denúncia contra ele. Ferreira soltou fogos das 10 horas às 18 horas. ‘‘Fiquei calado o tempo todo levando fama de corrupto de um negócio que não se concretizou. A prefeitura não pagou nada pelo terreno e eu não ganhei nada’’, garantiu. Ele voltou a atribuir a denúncia a perseguição política. ‘‘Queriam cassar o meu mandato’’, aposta. (P.Z)

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