Arquiteta confirma
falta de licitação
A arquiteta Kátia Leite confirmou à Folha que procurou Valdimir Belinati para apresentar uma proposta de decoração do Natal de 98. ‘‘Me disseram que quem aprovava era ele, e o procurei na Sercomtel. Apresentei a proposta e, uma semana depois, me ligaram e pediram para falar com a Mercoluz’’, disse.
Além da decoração natalina, Kátia informou que prestou outros serviços para a prefeitura, como a decoração da fachada do prédio da Comurb e a do auto de Natal apresentado no Calçadão (cujo autor também era Valdimir). Em nenhum deles, afirma, houve concorrência pública. ‘‘Assim como não há para nada dentro da nossa área de arquitetura. Raramente tem licitação’’, afirmou. ‘‘Mas quando mexe com criatividade, em obra pública, deveria ter licitação ou concurso; deveria ser aberto para que todo mundo possa participar e não dessa forma como é feita hoje. Até pensei que este ano fosse diferente, mas nada. Este ano teve licitação para arquiteto?’’.
A arquiteta disse também que a maioria dos pagamentos que recebeu, pelos serviços prestados para a prefeitura, foi feita com cheques da Comurb. A única exceção que ela se recorda é um cheque da própria Mercoluz. Ela afirmou ainda que, no caso da decoração natalina, estranhou curto período entre ela ter apresentado a proposta e a escolha da empresa que executaria a obra – cerca de uma semana. ‘‘Mas como eu sei que tudo que se faz para a prefeitura é para ontem, nem questionei o tempo’’, aponta.
A Folha tentou falar com Valdimir Belinati na sexta-feira, mas ele não foi encontrado. Na Sercomtel, a informação é que ele teria ido a Curitiba fazer exames médicos e não retornara. Também foi deixado recado na residência dele, mas até não houve retorno. (L.H.)

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