O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, que desembarca hoje em Brasília, promete dar todos os esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Financeiro para garantir o funcionamento normal da instituição financeira. Ele não quis fazer comentários ontem em Washington sobre o escândalo causado no Brasil depois da prisão e ibertação do seu antecessor Francisco Lopes, alegando que deveria tratar desse assunto na sua volta ao País.
Na capital americana, Fraga e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, estavam mais preocupados em garantir a volta do Brasil aos mercados internacionais. Passaram o teste, com a emissão de novos bônus de dívida brasileira, num total de US$ 3 bilhões.
Numa segunda etapa, Fraga planeja realizar uma série de mudanças no sistema financeiro nacional, para tornar o Banco Central mais independente e eficiente. E ele não quer que seu cronograma seja atrasado pelas investigações. Os planos são aprimorar os mecanismos de estabelecer e cumprir metas inflacionárias (inflation targeting), equiparando-os àqueles adotados por países como Nova Zelândia, Canadá e Grã-Bretanha.
Armínio Fraga também anunciou em Washington que como autoridade brasileira do setor tem planos para melhorar o sistema de fiscalização do modelo financeiro brasileiro atualmente em prática, conforme tem defendido o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Seguindo o exemplo de outros países, ele quer criar mecanismos pelos quais os bancos privados acabem se policiando, e o próprio mercado sinalize situações de risco.

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