Arildo se livra de punição severa no PSDB
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domingo, 04 de outubro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Liberado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) de uma liminar de primeira instância que o manteve fora do cargo na Câmara por 10 dias, o vereador Paulo Arildo (PSDB) ficou livre de uma sanção mais severa também na esfera partidária. Em mais de três horas de sessão de julgamento, anteontem à tarde, por 17 votos a 13 e uma abstenção, Arildo escapou de uma suspensão de 90 dias e mesmo da expulsão no processo disciplinar aberto ante a denúncia de que se apropriaria indebitamente de parte dos salários de quatro ex-assessores. Como resultado, o tucano foi advertido.
A investigação conduzida pela comissão de ética do partido ouviu testemunhas de defesa e acusação, além de acolher as provas levadas por Arildo e a própria defesa oral do tucano. Mesmo com o apontamento do relator Arão Moreira dos Santos Neto para a mera advertência, a conclusão da comissão fora no sentido de que os fatos referentes à quebra de decoro teriam restado comprovados.
Para o presidente da Executiva municipal - autor do voto de abstenção -, Claudemir Molina, a situação expôs um racha no PSDB. Indagado sobre um relatório que atesta comprovação de uma situação irregular e que, ao mesmo tempo, sugere advertência, Molina definiu: ''Esse documento foi feito ano passado e considerou também o fato de o Paulo Arildo não ter se envolvido no escândalo da Câmara. Fizemos o que tínhamos de fazer - se o diretório entendeu dessa forma, a democracia prevaleceu''.
Molina comentou que, ainda que não tenha votado, o deputado federal Luiz Carlos Hauly esteve presente na sessão e pediu que fosse aplicada a sugestão do relator. ''Ética é algo que alguns a têm um pouco mais flexível'', encerrou, lembrando que, na investigação partidária, há limitações na questão probatória. ''Porque não temos como convocar testemunhas ou quebrar sigilo bancário, por exemplo. Quem julgou, se sentiu sem base conclusiva e em meio a um conflito de versões, sem segurança para uma pena mais severa.''
Já Arildo disse classificou a advertência como ''uma vitória diante de todos os acontecimentos''. Sobre a votação, apontou: ''Mesmo nas declarações de quem queria minha expulsão o argumento era minha vida pessoal - gente que não gostava do meu crucifixo (de cerca de 10 cm, que o vereador ostenta no peito), dos adesivos dos meus carros (com o rosto, o nome de Arildo e mensagens religiosas), do fato de eu falar de Deus... meu erro foi não ter processado meus ex-assessores na época''.


