Arildo acusa ex-assessores de falsificação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O vereador Paulo Arildo (PSDB) acusou ontem três ex-assessores de terem falsificado sua assinatura para obter empréstimos numa empresa financeira que tem convênios com órgãos públicos. Dois dos três ex-assessores, Edson Baratto e Paulo Cesar Brito, são autores da denúncia ao Ministério Público (MP) de que Arildo exigia que parte de seus salários fossem devolvidos para custear despesas do gabinete. Edésio Silva Viana, o terceiro ex-assessor citado por Arildo, também confirmou a denúncia à promotoria. A revelação pode render ações judiciais ao vereador - além de um processo na Câmara de Londrina por quebra de decoro parlamentar.
''Eu fiz um levantamento e constatei quatro financiamentos deles em que eu aparecia como avalista, mas a assinatura não é minha. Houve falsificação'', acusou Arildo. Segundo ele, isso demonstra que os ex-assessores não eram pessoas ''confiáveis''. Ele disse ainda que todos os documentos que demonstrariam a fraude seriam entregues à promotoria.
Sobre o depoimento de Edésio Viana, que confirmou as denúncias de partilha de salários, Arildo afirmou que ele foi inflenciado pelos outros ex-assessores. Segundo o vereador, Baratto e Brito estão trabalhando com um pré-candidato à Câmara e agiram com motivação política. O dinheiro que os ex-assessores lhe repassaram seriam decorrentes de empréstimos pessoais que Arildo teria feito - sem pagamento de juros.
Brito disse à FOLHA que prefere não comentar a acusação de Arildo. Os dois outros ex-assessores não foram encontrados.


