Os entrevistados pela Canadá que disseram que vão votar e se declararam contra a venda da Celular enumeraram argumentos que não considerados técnicos: ‘‘Porque sou contra as privatizações’’ (22,8%); ‘‘Porque não acredito na aplicação dos recursos’’ (19,3%); ‘‘Porque o serviço vai piorar’’ (17,4%); ‘‘Porque acho que o preço vai subir’’ (11,9%); ‘‘Porque é um patrimônio de Londrina’’ (11,5%); ‘‘(A Celular) é muito lucrativa e eficiente (5,6%); ‘‘Outros’’ 6,7%; e não sabe (4,8%).
Dos entrevistados que vão votar e disseram que são a favor da privatização, a consulta levantou o seguinte: ‘‘Porque a empresa não vai sobreviver’’ (46,5%); ‘‘Porque acho que o serviço vai melhorar’’ (19,4%); ‘‘Porque os recursos serão investidos na cidade’’ (15,3%); ‘‘Porque sou a favor das privatizações’’ (7,1%); Outros (8,2%); Não sabe (3,5%).
À pergunta ‘‘Você é contra ou a favor da privatização das empresas públicas?’’, 64,1% responderam que são contra; 16,6% que são a favor; 14,2% não sabem; e 5,1% disseram que ‘‘depende’’.
A Canadá Pesquisas, na consulta em parceria com a Folha e com a rádio Paiquerê AM, utilizou o sistema de pontos da Associação Brasileira de Publicidade, para levantar a situação sócio-econômica do entrevistado. O questionário sobre essas questões foi feito após a consulta específica a respeito do plebiscito da Sercomtel Celular.
Dos 600 entrevistados que afirmaram não saber se vão votar no dia 19, 62,4% disseram que são contra, 23% que são a favor e 14,6% que não sabem se a companhia deve ser vendida ou não.
O professor Daniel Hatti comenta que o prefeito Nedson Micheleti (PT), que defende a privatização da companhia telefônica, poderá reverter a situação em um mês se conseguir ampliar a divulgação sobre a necessidade do ‘‘sim’’. Hatti repara que, no entanto, a prefeitura não tem recursos para uma ampla campanha. (E.B.)

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