Buenos Aires – Os empresários do transporte urbano de passageiros da Argentina declararam ontem a ‘‘emergência econômica nacional’’ do setor, enquanto que o sindicato dos maquinistas de trem decidiu paralisar o serviço em Buenos Aires e na periferia.
‘‘Devido à situação econômica que atravessa o setor desde a desvalorização do peso (cerca de 60% desde janeiro) e sua incidência no custo de nossos insumos, declaramos a emergência econômica nacional do transporte público de passageiros’’, anunciou em entrevista coletiva à imprensa Héctor Tilve, titular da patronal do setor (Fatap).
Tilve assinalou que a medida implica na ‘‘redução de 10% dos serviços em todo o país e a demissão de 10% dos motoristas’’, que só na área metropolitana totaliza quatro mil trabalhadores.
Após o anúncio dos empresários, a UTA, o sindicato que reúne os motoristas, declarou que está ‘‘em estado de alerta e reunião permanente’’ para decidir, se necessário, quais medidas de protesto devem ser adotadas.
Mas as linhas de trem que unem as regiões norte, sul e oeste à capital argentina, com populosos distritos próximos, estavam paralisadas ou funcionavam com esquemas de emergência devido a uma greve de 24 horas do grêmio dos maquinistas - La Fraternidad (A Fraternidade).
Os trabalhadores pedem que as empresas privadas restituam os 500 serviços que foram suprimidos, mediante a alegação de menor fluxo de passageiros,além da adoção de maiores medidas de segurança devido à média de três mortos por dia neste transporte, conforme relatou o titular do grêmio, Omar Maturana.

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