Bogotá Autoridades de todos os segmentos da sociedade colombiana demonstraram indignação, ontem, pelo assassinato do arcebispo da cidade de Cali, monsenhor Isaías Duarte, ocorrido na noite de sábado. A sociedade pediu ao governo mais firmeza e energia em relação aos atos violentos.
O presidente da Conferência Episcopal Colombiana, monsenhor Alberto Giraldo, afirmou que aqueles que assassinaram o arcebispo pretendem criar mais confusão e caos no país e pediu aos colombianos solidariedade, esperança e a busca da unidade.
O ministro do Interior, Armando Estrada, disse que o governo está triste e indignado porque tiraram a vida ‘‘de uma voz independente e autônoma, que expressava sem medo suas opiniões em relação aos problemas graves da Colômbia’’.
O candidato liberal independente – primeiro nas pesquisas das eleições de 26 de maio – Alvaro Uribe, afirmou que o fundamental é pensar que a Colômbia precisa de um governo que lhe dê segurança, que modifique essa tendência histórica. ‘‘Aqui vivemos de enterro em enterro, de calvário em calvário, e precisamos construir segurança para que os colombianos possam viver mais tranquilos’’, disse.
O candidato do Partido Liberal, Horacio Serpa, segundo nas pesquisas, considera o assassinato uma desgraça muito grande para a Igreja e para o país pelo que representava o monsenhor Duarte.
A candidata independente Noemí Sanín, terceira nas pesquisas, afirmou: ‘‘O arcebispo significava muito por sua fortaleza e valor’’. O candidato presidencial pela Frente Social e Política, Luis Garzón, repudiou o atentado, dizendo que a irracionalidade da guerra vai levar o país a uma situação sem saída.

mockup