Araújo se diz revoltado com caso
Lucília Okamura
O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Renato Araújo (PPB), disse ontem estar revoltado e surpreendido com a divulgação da fita de uma reunião em que os vereadores Orlando Bonilha (PDT) e Jaci Aguiar (PPB) teriam tentado extorquir o prefeito Antonio Belinati (PFL). Os vereadores agiram de forma irracional, eles não podem falar em nome dos outros, disparou.
Araújo, a exemplo dos outros vereadores citados na fita, negou que tivesse autorizado a usarem seu nome. Jamais participei de qualquer negociata, sou um homem público e realizo um trabalho sério, ressaltou. Ele lembrou que não participou da votação para a formação da Comissão Processante (CP) porque é parte interessada se Belinati deixar o cargo, o vereador assume a prefeitura, já que o município está sem vice, desde que Alex Canziani deixou o cargo para assumir o cargo de deputado federal.
Araújo está de licença médica porque se submeteu a uma cirurgia para corrigir problemas nas cordas vocais. Mas afirmou que voltará a trabalhar amanhã para poder realizar uma reunião com as lideranças do Legislativo. O objetivo é discutir que providências podem ser tomadas para elucidar o caso de uma vez por todas.
O presidente da Câmara também teceu críticas a Belinati, afirmando que foi falta de responsabilidade ter divulgado as fitas. Lamento que ele tenha ignorado a minha amizade e não me procurou antes de fazer a divulgação para que a Câmara tomasse as providências, afirmou. Me surpreende que o prefeito tenha demorado tanto para apresentar uma prova tão contundente, acrescentou.
Lembrando que é vereador há 26 anos, Araújo afirma que a Câmara sempre foi responsável. Como colegiado, temos pessoas de vários níveis, mas não podemos medir pelo mais baixo, ressaltou. Ele reconheceu que com esta acusação de tentativa de extorsão, o Legislativo chegou ao limite em matérias de escândalos e denúncias.
Só para citar alguns casos de envolvimento de vereadores, Aguiar já foi acusado de outra tentativa de extorsão contra cooperativas de leite, Bonilha responde a uma ação civil pública de improbidade administrativa (entre outras acusações) e o vereador Antenor Ribeiro (PPB) está sendo investigado pelo Ministério Público sob suspeita de ter usado dinheiro público para imprimir um livro de poemas.





