Curitiba - O presidente da Agência de Fomento do Paraná, Antônio Carlos Pereira de Araújo, acredita ser uma coincidência o fato de que empresas ligadas ao grupo político do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), prestem serviços para o órgão. Araújo, um dos coordenadores da campanha de Cassio à reeleição, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) estadual por fraudar a Lei de Licitações para favorecer José Alexandre Forneck e Davi José Favaretto, assessores contábeis do comitê do PFL em 2000.
Na denúncia, os promotores acusam a Agência de Fomento de ter formado convênio com a Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE) apenas para disfarçar a contratação sem licitação de empresas ligadas a Forneck e Favaretto. A empresa de consultoria Exitos, pertencente a Forneck e à assessoria contábil Favaretto, receberiam um total de R$ 945 mil para desenvolvimento do sistema de informática da Agência de Fomento durante três anos.
Segundo o diretor-executivo da ABDE, Antonio Carraro, é comum a associação pedir indicações das instituições de fomento conveniadas na hora de contratar serviços locais. ‘‘Prestamos assessoria a mais de 25 instituições financeiras de desenvolvimento espalhadas por todo o Brasil. Apesar de termos um corpo técnico capacitado a implementar sistemas, em alguns lugares temos que contratar mão-de-obra local para realizar o trabalho’’, explica Carraro.
O presidente da Agência de Fomento garante que em nenhum momento o órgão interferiu na escolha das empresas contratadas pela ABDE. ‘‘A escolha da Exitos é de responsabilidade da própria ABDE. A Exitos deve ter sido escolhida pela qualidade de seus serviços, que foram impecáveis até agora’’, argumenta Araújo.

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