‘‘É uma canalhice. As pessoas têm razão quando falam que isso aqui virou um circo’’. Esta foi a reação do vereador de Londrina Renato Araújo (PPB-foto), ao ser informado ontem, pouco depois de ter sido eleito presidente da Câmara, que uma nova liminar do Tribunal de Justiça do Paraná havia chegado à Casa, via fax, e anulado a eleição.
Foi mais uma sessão tensa. Houve troca de acusações entre os grupos de situação e oposição. O presidente da Câmara, Adalberto Pereira (PFL), não compareceu. A assessoria de imprensa da Câmara distribuiu um atestado assinado pelo médico Dalton Gomes informando que o vereador estava internado na Santa Casa de Ponta Grossa com uma infecção urinária, sem previsão de alta. A sessão foi comandada pelo vice, Osvaldo Bergamim (PMDB).
De posse de uma liminar concedida pelo juiz da primeira Vara Cível de Londrina, Manoel Sebastião da Silveira Filho, que determinava a eleição para a Mesa Executiva, o grupo comandado pelo vereador Renato Araújo, tentava, desde o início dos trabalhos, apressar a votação. A eleição, segundo o Regimento Interno da Câmara, deveria ter ocorrido dia 15 de dezembro, na última sessão ordinária do ano. O PFL, através do advogado Paulo Roberto Guidorzi, ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça do Paraná alegando a inconstitucionalidade do artigo 16 da Lei Orgânica do Município que prevê mandato de um ano para a Mesa Executiva. O desembargador do TJ Altair Patitucci concedeu liminar e suspendeu a eleição.
Na sessão do último dia 19, uma nova liminar, desta vez do juiz Manoel Sebastião da Silveira Filho, exigia a realização da eleição que acabou sendo marcada para ontem. O presidente da Câmara, Adalberto Pereira, por sua vez, ingressou no TJ com um mandado de segurança pedindo a cassação da liminar concedida pelo juiz da primeira Vara Cível de Londrina.

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