Araújo diz que prefeito pediu alteração na lei
A FOLHA procurou ontem a Construtora Galmo para comentar as supostas ilegalidades levantadas pelas Câmaras de Políticas Públicas e parte das quais já estão na mira da Promotoria. Um dos sócios, Fernão Galindo Moreno, porém, disse que, pelo fato de a lei ser de 2006, precisaria ''rever valores e notas fiscais. Não me lembro agora, de pronto'', encerrou Moreno, sobre os motivos do pleito à Secretaria Municipal de Governo, em novembro daquele ano.
Autor do projeto original, pelo Executivo, o ex-vereador Orlando Bonilha (PR) não foi localizado pela reportagem. Na construtota Vectra, que entregou o Recanto do Salto em 1997, o proprietário Manoel Nunes disse que qualquer alteração no zoneamento do local, posterior, teria sido pedido pela Associação de Moradores do residencial. A FOLHA deixou recado para o presidente do grupo, Élcio Crispin da Silva, mas ele não retornou o pedido de entrevista. No site da Vectra, contudo, um texto com o histórico do Recanto coloca que, na ''apresentação do empreendimento, ficou a impressão de tratar-se de 'loteamento fechado' que posteriormente foi inviabilizado pois não tinha aprovação da Prefeitura. Este sempre foi o grande anseio de todos os proprietários, e como 'o sonho sonhado sozinho, não passa de sonho. Mas o sonho sonhado coletivamente se transforma em realidade'. A luta de vários moradores tornou o sonho em realidade e no final do ano de 2006 foi aprovado pela Prefeitura Municipal de Londrina através da Lei nº.10130/2006''.
Autor no substitutivo, Osvaldo Bergamin (PMDB) não quis falar. ''Estou colhendo café, no meio do cafezal'', declarou ao telefone, ontem, às 16h30. Já Renato Araújo (PP) foi na contramão do colega: garantiu ter sido procurado pelas associações de moradores a fim de que os dois loteamentos fossem fechados, disse não se lembrar dos nomes dos mutuários e admitiu que fez a oferta a eles da contrapartida. ''É tudo medido, e se paga como se fosse uma multa, a contrapartida é da lei - mas quem define metas é o Executivo. Aliás, o próprio Nedson me procurou para incluir esse substitutivo no projeto'', assegurou. ''O prefeito que executou, perguntou para mim e para o Osvaldo (Bergamin) se tinha obra para fazer, e onde - aí fez o orçamento e mandou à Secretaria de Obras. Se o mutuário aceita ou não, problema dele; ou se o prefeito quiser fazer e dispensar a contrapartida, também. Se houve propina, que se derrube tudo, oras.''
A assessoria de Nedson disse não tê-lo localizado - resumiu que a contrapartida ''é definida em lei''. (J.G.)





