Arapuã: Polícia vai mostrar retrato dos assassinos de Mathias
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quarta-feira, 30 de abril de 1997
Patrícia Zanin Da Redação 
A Polícia Civil divulga amanhã, em Londrina, o retrato falado dos dois assassinos do prefeito de Arapuã, Hélio Mathias (PTB), morto no último dia 17, em Arapongas. Ele levou três tiros à queima-roupa. Desde o crime, a Polícia tem evitado dar detalhes sobre as investigações, mas fontes informaram que uma equipe de investigadores viajou para o Nordeste em busca de pistas sobre os matadores. Pistas não significam autoria do crime, desconversa o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Leonyl Ribeiro.
Segundo ele, duas equipes estão trabalhando no caso, mas há informações contraditórias, por isso o cuidado da Polícia em manter o assunto em banho-maria. Por enquanto são dados nebulosos, diz Leonyl Ribeiro. Até agora, nem a placa do carro no qual fugiram os assassinos foi identificada. Eles estavam num Chevette prata. A Polícia sustenta que o crime foi premeditado.
A morte de Mathias aconteceu em frente a uma concessionária de veículos de Arapongas, quando dois homens que não usaram qualquer proteção no rosto, dispararam três tiros, atingindo o rosto, o tórax e o ombro do prefeito. Uma das balas se alojou no cérebro e outra perfurou um dos pulmões. Ele teve hemorragia intra-toráxica e morreu menos de duas horas depois, no hospital.
O novo prefeito, José Pereira da Silva (PMDB), o Tarugueiro, assumiu há 12 dias e se diz assustado com a situação do município. Ele é ex-vereador e reconhece que fazer leis é mais fácil que executar. Como vice eu dava algumas idéias, mas agora, como prefeito, a responsabilidade é toda nossa e a gente não tem experiência como administrador. Além do mais, o município não tem quase nada de maquinário e a região é essencialmente agrícola, reclama.
Arapuã é ex-distrito de Ivaiporã e ganhou status de município em janeiro deste ano. Tarugueiro diz que na área da saúde a situação é ainda mais crítica. A prefeitura não dispõe sequer de ambulância para transportar doentes para outros municípios. A gente espera um auxílio do estado porque a cobrança da população é muito grande, afirma. Sobre o atentado contra Mathias, ele diz que toda a população espera, ansiosa, os resultados das investigações.


