RamallahO presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, não vai deixar o complexo da ‘‘Mukata’’ até que os tanques israelenses tenham saído de Ramallah. Enquanto isso, em Belém, as negociações para pôr fim ao cerco israelense à Basílica da Natividade foram suspensas.
Os primeiros passos para devolver a Arafat sua liberdade, uma iniciativa do presidente George W. Bush aprovada tanto por Israel como pela ANP no domingo, coincidiram com uma nova incursão de tanques israelenses no distrito de Hebron, causando a morte de nove palestinos e deixando mais de vinte pessoas feridas.
‘‘Arafat recusa-se a deixar o complexo da ’Mukata’ (sede do governo) até que o Exército israelense tenha retirado todos seus tanques de Ramallah’’, afirmou ontem Yasser Abed Rabo, ministro de Informação da ANP.
Enquanto em Ramallah concretizava-se o ‘‘trato’’ administrado por Bush, a delegação palestina suspendeu os contatos com Israel para terminar o cerco militar à Basílica da Natividade. Salah A-Tamre, chefe da delegação palestina, anunciou que as negociações estão suspensas até que os soldados israelenses parem de disparar e permitam que alimentos e remédios entrem no templo para os mais de 200 refugiados e religiosos.
Dois palestinos morreram ontem no local, um deles por ferimentos de disparos de um franco-atirador israelense há dois dias, e outro que saiu ontem de manhã do edifício e começou a disparar em todas as direções.
Outros nove palestinos, entre eles cinco civis, morreram em uma incursão do Exército israelense na cidade de Hebron, onde os soldados revistam casa por casa desde a madrugada de domingo. Fontes palestinas informaram também que há cerca de 25 feridos.

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