RamallahO presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pediu ontem, numa conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, uma ‘‘intervenção imediata dos EUA para acabar com os massacres do exército israelense’’, indicou o seu conselheiro, Nabil Abu Rudeina. Arafat ‘‘informou Powell dos massacres perpetrados contra o povo palestinino e pediu-lhe para intervir imediatamente a fim de os fazer cessar’’, declarou à imprensa.
Os dois dirigentes discutiram, igualmente, a próxima missão do enviado norte-americano Anthony Zinni à região, depois de 2 meses, assim como a ‘‘proposta árabe para a obtenção da paz’’.
Numa declaração anterior, Rudeina acusara Israel de querer ‘‘exterminar o povo palestiniano’’ e torpedear a missão de Zinni, ao prosseguir com as suas operações militares nos territórios ocupados.
SharonO primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou ontem durante entrevista ao segundo canal de televisão de Israel que as ‘‘negociações sobre um cessar-fogo’’ terão lugar ‘‘em meio ao fogo’’, desistindo assim, ao que parece, da exigência de sete dias de calma total para retomar as negociações com os palestinos.
‘‘Pensava que talvez pudéssemos chegar à calma antes de um debate sobre uma trégua. Mas, atualmente atravessamos uma situação de guerra e as negociações sobre o cessar-fogo terão que ser feitas em meio ao fogo’’, afirmou Sharon.
‘‘Estamos efetuando operações para controlar esta terrível onda de terrorismo, estamos dispostos a conversar sobre o plano Tenet, mas se o terrorismo continuar, seguiremos com nossas operações e lutaremos com todo o vigor necessário’’, acrescentou Sharon. Segundo um analista, a mudança na atitude de Sharon visa satisfazer os EUA.

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