RamallahO presidente palestino, Yasser Arafat, disse ontem que apóia os esforços diplomáticos internacionais ‘‘nessa situação crítica que o povo palestino enfrenta, com a escalada militar que Israel realiza contra cidades, povoados e campos de refugiados’’. Arafat se referia à visita de quinta-feira do subsecretário de Estado dos EUA, William Burns, a de hoje, do Representante Europeu para Política Exterior e Segurança, Javier Solana, e à prevista para terça-feira, do diretor da CIA, George Tenet.
Coincidindo com a invasão ontem do Exército israelense à cidade cisjordaniana de Nablus, Arafat declarou que Israel ‘‘tem que entender que o povo palestino é o mais forte e que muito em breve os meninos e meninas palestinos agitarão bandeiras palestinas sobre as muralhas, igrejas e mesquitas de Jerusalém’’.
Sobre a ocupação da cidade de Belém, Arafat disse que ‘‘representa uma clara indicação de que Israel não cumpre nenhum acordo político’’.
‘‘Até os lugares santos são alvos de seus tanques, mísseis e armas. Exortamos a comunidade internacional a intervir para que a escalada militar seja suspensa’’.
SharonO primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse ontem que as reformas na Autoridade Palestina não podem ser feitas enquanto o presidente palestino, Yasser Arafat, estiver no poder.Sharon disse isso nas reuniões que teve com os enviados dos EUA e do Egito, William Burns e Osama El Baz, respectivamente.
Burns, que se encontrou na véspera com Arafat, insistiu com Sharon nos três caminhos de reforma da ANP: a política, a institucional e a de segurança, para as quais é necessária a presença do presidente palestino, fator essencial na processo de paz.

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